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Aviação

airBaltic corta frota de 54 para 36 aviões e concentra a rede em Riga até 2031


Redação BellaTur Travel 12 de agosto de 2026 · Fonte original: Presstur
airBaltic corta frota de 54 para 36 aviões e concentra a rede em Riga até 2031

A airBaltic vai encolher para sobreviver. A companhia letã anunciou uma revisão estratégica que reduz a frota de 54 para 36 Airbus A220-300 até ao final de 2026 — um corte de um terço —, com recuperação prevista apenas para cerca de 40 aparelhos em 2031. A capacidade oferecida acompanha o movimento e desce de 9,6 para 8,7 mil milhões de lugares-quilómetro em 2027, noticia o Presstur.

As causas apontadas pela própria companhia são três e nenhuma é exclusiva sua. O crescimento da procura e das receitas moderou-se, os desenvolvimentos geopolíticos na Ucrânia e no Médio Oriente aumentaram a incerteza e os custos operacionais, e as prolongadas restrições de disponibilidade dos motores Pratt & Whitney afectaram a capacidade de operar toda a frota. Este último ponto é o mais revelador: há anos que os problemas nos motores GTF imobilizam aviões novos em terra por toda a Europa.

Do lado financeiro, a airBaltic procura 225 milhões de euros em financiamento provisório para garantir liquidez de curto prazo, a que se deve seguir um pacote permanente de mais 225 milhões em dívida nova e 100 milhões em capital próprio, com conversão parcial de obrigações em acções. As metas: cerca de 45 milhões de euros anuais recorrentes em ganhos operacionais, 192 milhões de EBITDAR em 2027 e mil milhões de euros de receitas em 2031.

A rede passa a girar em torno de Riga como hub principal, reforçada por parcerias ACMI — aquela modalidade em que a companhia aluga avião, tripulação, manutenção e seguro a terceiros e que se tornou a válvula de escape do sector europeu. Para o viajante, menos aviões significa menos frequências e rotas sazonais mais disputadas, sobretudo nas ligações de lazer entre o Báltico e o Sul da Europa, onde a airBaltic tem vindo a apostar.

Na BellaTur Travel seguimos estes reajustes de frota porque eles chegam ao balcão com meses de atraso, sob a forma de horários que desaparecem e de lugares que escasseiam. Quando uma companhia anuncia cortes desta dimensão, a regra para quem planeia é conhecida: emitir cedo e evitar ligações apertadas com bilhetes separados.

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