Gastos de estrangeiros no Brasil sobem 8% em julho, com agências e aéreo a puxar
Os estrangeiros gastaram mais 8% no Brasil em julho de 2026 do que no mesmo mês do ano anterior. O dado consta de um levantamento do Itaú Unibanco divulgado pela Panrotas e mede as compras feitas no país com cartões de crédito emitidos fora do Brasil — ou seja, o consumo real de quem lá está, e não a intenção de viajar.
Dentro do turismo, a distribuição é reveladora. As agências de viagens cresceram 9,2%, o transporte aéreo 8,3% e a hotelaria 4,7%. A diferença entre os três diz alguma coisa: o alojamento sobe menos do que o transporte e do que a intermediação, o que costuma indicar estadias mais curtas ou uma migração para formatos fora da hotelaria tradicional.
Fora do turismo em sentido estrito, os números mais altos estão noutro sítio. Clubes e eventos desportivos dispararam 145,2%. Seguem-se supermercados com 46,7%, bares com 31%, padarias e pastelarias com 14% e restaurantes com 12,2%. Há ainda subidas em bebidas (11,8%), estética e beleza (10,5%), calçado (8,6%) e consultas e exames de saúde (7,6%).
Julho é, tradicionalmente, o mês das férias de verão no hemisfério norte, e isso explica o volume. O salto nos clubes e eventos desportivos, porém, não se explica com sazonalidade: aponta para viagens organizadas à volta de um jogo ou de uma prova. O peso de supermercados e padarias, por seu lado, sugere estadias em apartamento e em casa de família — um perfil de visitante que não aparece nas estatísticas de hotelaria.
Para quem monta roteiros, este retrato importa mais do que o número global. Um visitante que gasta em supermercado e em consultas médicas está a fazer uma viagem diferente daquele que gasta em hotel e em restaurante, e o itinerário que serve um não serve o outro. Na BellaTur Travel é essa distinção que orienta a conversa muito antes de haver bilhetes.
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